sábado, 27 de fevereiro de 2010

Que tédio, hein!

















Que tédio é ter esse sentimento, que embora humano, causa-nos um estado de falta de estímulo, onde o presenciamento de uma única ação nos leva a um estado repetitivo - por exemplo, a falta de coisas interessantes para fazer, ouvir, sentir etc. Os que são afetados pelo tédio em caráter temporário consideram este estado muitas vezes como perdido, como eu e você que perde tempo entediado algumas vezes... É perda de tempo, mas geralmente, não mais do que isto, graça a Deus. Alternativamente, alguns acham que ter tempo de sobra também causa tédio – queria eu ter um pouco mais de tempo para escrever. Para os entediados, o tempo parece lentamente não passar, ao contrário de quando eles estão entretidos... O tempo voa! Será que o tédio nada mais é que a simples mania de às vezes querermos ser mais rápidos que o tempo? Dizem que tédio também pode ser um sintoma de depressão que pode levar a atitudes impulsivas e até mesmo excessivas. Na verdade elas não servem para nada, a não ser para causar danos.
É interessante pensarmos sobre o que somos e como somos e o tédio funciona como um indicativo pessoal de cada ser. Tédio ocorre em diversas situações, no qual sente-se um vazio ou então simplesmente a falta de vontade de realizar atividades rotineiras e já que o comportamento humano funciona como uma espécie de equilíbrio, onde atividades repetitivas em demasia causa frustração, infelicidade, incapaciadade, inércia e insatisfação, pois algo nos falta, tentemos viver melhor.
No aspecto de interagir no seu universo pessoal, faça algo ou encontre alguém novo para simplesmente ter uma boa conversa e não deixar que a indisposição do mau humor cause constrangimento ao próximo ou a quem de inanimado valor sentimental. Tristeza, vazio, solidão ou falta de interatividade são só alguns sentimentos de nós seres humanos e, como todo sentimento estes vão e voltam... Viva bem entre os intervalos!




Por Eduardo Gadilha

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Virtude















A virtude é dada pela prática do exercício, pois não consiste tão somente na prática de ações justas e sóbrias, por exemplo, para que o indivíduo seja considerado justo ou sóbrio. Para que o homem seja considerado virtuoso, é preciso que ele tenha uma disposição de caráter para tal. Uma aptidão de caráter é algo em proveito do qual nossa posição com referência às paixões é boa ou má. As virtudes envolvem escolhas. A virtude do ser também será a disposição de caráter que o torna bom e que o faz desempenhar bem sua função, que é essencialmente racional. O meio-termo é o que caracteriza as virtudes. Por exemplo, a coragem é o meio-termo entre a covardia e a temeridade. Os extremos culminam nos vícios. Para algumas virtudes, no entanto, a virtude está mais próxima de um dos extremos, como a temeridade com a coragem e a generosidade com a liberalidade. Não é fácil ser bom, pois em todas as coisas é difícil encontrar o meio-termo. À pergunta: "até que ponto um homem pode desviar-se sem merecer censura?", com certeza não é fácil determinar pelo raciocínio, nem pelas circunstâncias particulares.



Por Eduardo Gadilha

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Breviário sobre o ego









Em comum, pessoas fazem suas escolhas com vistas noutras coisas. São meios para determinados fins, que por sua vez, são meios para outros fins e aí os fins já não justificam os meios. Essa sucessão termina na felicidade de quem as propõe, que é um fim em si próprio, e não com vistas noutra coisa ou pessoa. Três tipos principais de vida: a vulgar, a política e a contemplativa. A vulgar crítica às formas essenciais, negando a existência de um "bem em si" fazendo bem ao próximo, levado a pensar que o bem é identificado nas coisas particulares. A vida política nada mais é que a malificência de persuadir em benefício próprio... A arte da mentira que exerce o “bem absoluto” em prol de si mesmo considerado como auto-suficiente, no sentido de que torna a vida desejável e carente de nada. A felicidade é uma atividade, governada pelo princípio racional do homem. A felicidade é alcançada por atos nobres e virtuosos, que devem ser aprazíveis em si mesmos e contemplar o próximo com um pouco de si para ajudar ao outro.





Por Eduardo Gadilha