terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Virtude















A virtude é dada pela prática do exercício, pois não consiste tão somente na prática de ações justas e sóbrias, por exemplo, para que o indivíduo seja considerado justo ou sóbrio. Para que o homem seja considerado virtuoso, é preciso que ele tenha uma disposição de caráter para tal. Uma aptidão de caráter é algo em proveito do qual nossa posição com referência às paixões é boa ou má. As virtudes envolvem escolhas. A virtude do ser também será a disposição de caráter que o torna bom e que o faz desempenhar bem sua função, que é essencialmente racional. O meio-termo é o que caracteriza as virtudes. Por exemplo, a coragem é o meio-termo entre a covardia e a temeridade. Os extremos culminam nos vícios. Para algumas virtudes, no entanto, a virtude está mais próxima de um dos extremos, como a temeridade com a coragem e a generosidade com a liberalidade. Não é fácil ser bom, pois em todas as coisas é difícil encontrar o meio-termo. À pergunta: "até que ponto um homem pode desviar-se sem merecer censura?", com certeza não é fácil determinar pelo raciocínio, nem pelas circunstâncias particulares.



Por Eduardo Gadilha

Um comentário:

  1. Parabéns gadilha, me fez lembrar schopenhauer!
    Virtudes expressadas em um equilíbrio um tanto magíco!

    abraço

    John Thinker

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